Videojogos: É tempo de abandonar os fracassos e voltar à questão fundamental
A indústria dos videojogos está a passar por uma crise de identidade. Nos últimos anos, muitos estúdios abandonaram o que antes definia este meio: experiências intensas, mecânicas perspicazes, personagens memoráveis e respeito pelo jogador como pilar central do processo criativo. Em vez disso, assiste-se a uma avalanche de jogos sem alma, embrulhados em narrativas sintéticas e empurrados por campanhas publicitárias de cariz ideológico que tentam disfarçar a fragilidade da jogabilidade. Pior ainda, o objetivo da produção mudou radicalmente: os jogos já não são criados para aqueles que os jogam, mas para agradar aqueles que não têm interesse real no meio, apenas no que ele pode simbolizar cultural ou politicamente. O resultado? Uma enxurrada de fracassos comerciais, críticas negativas e comunidades frustradas que finalmente estão a começar a exigir mudanças.

