Como os videojogos mudaram… e como nós mudámos com eles
Comecei a jogar na década de 1980, quando tudo era ainda muito rudimentar, mas cheio de entusiasmo. As consolas eram simples, os computadores eram lentos e as salas de jogos eram o meu refúgio, o local onde descobria novos mundos. Não havia tutoriais, nem vídeos a explicar os passos. Havia apenas o jogo, o comando ou o teclado, e a necessidade de aprenderes sozinho, muitas vezes cometendo centenas de erros até perceberes. Muitos jogos não te diziam exatamente o que queriam de ti, era um convite silencioso para descobrires os segredos e as regras escondidas por ti mesmo. E foi isso que me marcou: não se tratava apenas de ganhar, mas de perceber como tudo funcionava, decifrar o que não estava escrito, dominar um universo invisível que hoje parece impossível ou mesmo injusto, mas que na altura tinha algo de mágico.

